Sobre o sofrimento e a depressão
O sofrimento é o único caminho para a verdadeira felicidade e para o crescimento. Parece contraditório, mas se pensarmos bem, como poderemos distinguir o que é bom do que é ruim se não for pela experiência? A experiência do sofrimento é indicativo de um importante estágio do desenvolvimento do espírito. Há quem se escude em excessos de diversas naturezas para mitigar a dor natural de existir neste mundo - como excessos de diversão, drogas, paixões, bebidas etc - e com isso acabam evitando o que poderia ser o verdadeiro remédio para a dor: o crescimento através do autoconhecimento. Muitos ainda buscam caminhos mais tortuosos, de enganosos efeitos curativos imediatos, como desistir da vida no meio do caminho. A verdadeira vida não é esta experiência ligeira que estamos vivendo. Aqui é apenas a escola onde aprendemos a distinguir por nós mesmos e por oposição o que é a verdadeira felicidade, o verdadeiro amor. Vivemos uma espécie de aflição de espírito quando entramos em depressão. Existem formas naturais de combater a dor, mas às vezes não somos capazes de acessar estas possibilidades - o mundo e a cultura do mundo são muito fortes e nos assediam permanentemente, nos confundindo a mente e o espírito. Optamos pela festa e pela bebedeira, quando o que queremos, na verdade, é alegria; assumimos paixões desastrosas, quando estamos buscando apenas amor; nos perdemos em atitudes de risco, quando ansiamos apenas por segurança, amparo; nos equivocamos em comportamentos infantis, quando pretendemos apenas ser conseqüentes, maduros, senhores de nossos atos. Em geral, o mundo vende o veneno com rótulo de remédio como receita para curar a dor que nos fustiga - e vende isso caro e com juros altíssimos para as nossas vidas. O mundo não nos deixa enxergar que a solução está em nossas mãos: basta dizer não aos velhos hábitos; resistir bravamente quando a dor nos empurrar para os abismos; acreditar que podemos vencer os momentos dificeis, como quem se esforça para ter bons resultados nas provas escolares. Nas provas da vida a cola é legítima - é quando alguém nos oferece um auxílio, extraído do próprio aprendizado. Existem anjos neste mundo, acredite! Mas eles não vão fazer toda as provas por você. Experimente romper a parede cenográfica da dor. É... a dor é apenas uma fantasia que colocamos na frente do trabalho que temos que realizar por nós mesmos - o que também podemos chamar de preguiça existencial. Rasgue esse pano soturno e tome atitudes baseadas na lógica da realidade visível; faça movimentos como quem remexe a água parada de um lago; sopre fundo como quem quer romper as bordas do lago e transformá-lo em um rio caudaloso que corre para frente e supera as depressões do caminho. É para isso que estamos aqui. Experimente...
Fiquem com Deus.
Amor de Hanna, sempre.
Simples assim...
Meus queridos pouco mais de 10 leitores diários. É... não é pouco não!Este aqui é o único espaço onde me perco, me acho e torno a voltar pra me perder de novo. Na vida não; não é assim. Às vezes me perco, mas nunca duas vezes no mesmo caminho. Sempre me acho, mas não volto sobre caminhos perdidos. O que pode até ser uma contradição com o perdão incondicional que acredito nos sarar da dor. É... a tola Hanna tudo perdoa. Mas fica por aí. Afinal, o ato de perdoar é quase uma confissão de metade da culpa. Culpa nem que seja só por ter estado lá, exposta, disposta, conivente. Por isso perdoo e deixo pra lá. Sigo adiante; torço pela sorte do inimigo; rogo a Deus que o perdoe e ampare. Esta Hanna sonhadora acredita que se há males que vem pra bem, pela lógica então não há males. E sempre descubro o bem que me fez o mal que me causaram. Dialético, não? Este mundo adora causar....rs. É só.
Meus queridos pouco mais de 10 leitores diários. É... não é pouco não!Este aqui é o único espaço onde me perco, me acho e torno a voltar pra me perder de novo. Na vida não; não é assim. Às vezes me perco, mas nunca duas vezes no mesmo caminho. Sempre me acho, mas não volto sobre caminhos perdidos. O que pode até ser uma contradição com o perdão incondicional que acredito nos sarar da dor. É... a tola Hanna tudo perdoa. Mas fica por aí. Afinal, o ato de perdoar é quase uma confissão de metade da culpa. Culpa nem que seja só por ter estado lá, exposta, disposta, conivente. Por isso perdoo e deixo pra lá. Sigo adiante; torço pela sorte do inimigo; rogo a Deus que o perdoe e ampare. Esta Hanna sonhadora acredita que se há males que vem pra bem, pela lógica então não há males. E sempre descubro o bem que me fez o mal que me causaram. Dialético, não? Este mundo adora causar....rs. É só.
Com o amor de sempre,
Do amor...Paulo de Tarso

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dosanjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor."
Amor de Hanna, como de sempre.
É muito punk...

O mundo é punk! Não é coisa pra amador...
Amador. Palavra cheia de ambiguidade. Pode significar o inexperiente, o diletante, o não profissional; ou aquele que muito ama, cujo sinônimo é também o amante. Engraçada essa dupla personalidade, né não? Talvez a explicação esteja na constatação de que todo aquele que ama é, em certo sentido, um "amador" para viver neste mundo heavy. Falo do amor em sentido lato - eita! Essa foi do fundo do currículo lattes... rs. Mas então: há que se serprofissa para suportar a atmosfera pesada dos modos disponíveis de se estar e ser na vida. Sim, disponíveis! Porque você não pode escolher o que não está à disposição nas vitrines dos comportamentos e dos estados mentais culturalmente aprendidos e socialmente exigidos e compartilhados. Digo mentais porque aquele que se puser fora domainstream dos modos de pensar consentidos será encarado, no mínimo, no mínimo, como um amador até por si mesmo; passou daí já estará enquadrado na categoria dos loucos, dos fora da ordem. Se ficar rico, pelo menos vira excêntrico; se ficar famoso, um gênio! Mas quantos de nós, pobres mortais, conseguimos ascender a essas categorias? Seguimos, então, de vara curta, acumulando medos, colecionando fantasias, cultivando complexos, nos esquivando até da própria sombra, se bobear. Tá! Nariz de cera posto, o fato é que minha sempre distraída atenção foi sacudida, nesta manhã, pela conversa lastimosa, ao celular, de um cidadão que sacolejava no mesmo coletivo que esta inconformada Hanna. É, meus parcos, mas imprescindíveis leitores ... ônibus em Brasília é coletivo... coletivo de desrespeito ao ser humano - daí o "inconformada". Mais então: pensava sobre isso ao observar um cidadão sentado pouco à frente - homem alto, forte, guapíssimo... que sofria ao celular em notável descompasso com sua figura masculina. É... quem disse que sofrer por desilusões é coisa de mulher? Foi daí que comecei a pensar nestas bobagens das quais vos falo. Fora da vitrine, somos todos muito frágeis, homens e mulheres. Os sofrimentos nos vem de todos os lados e sentimos de formas muito semelhantes. E muita coisa neste mundo é capaz de nos fazer sofrer, né não? O que nos torna diferentes é a maneira como disfarçamos o que nos contamina os gestos, as atitudes, as maneiras de ser para fora de nós mesmos, para os outros. Não acreditamos que podemos ser amados se formos amoráveis. Mantemos a linha, um estilo. No fundo, no fundo, somos apenas estilosos, para não deixar parecer que somos tão simples e frágeis. E assim vamos nos tornando selecionáveis pelo que oferecemos na vitrine da vida; agregando valores-ilusão ao currículo, trapaceando aqui e ali nos quesitos de aparência; fazendo musculação de resistência; lutando para deixar de ser "amadores" neste jogo em que podemos nos tornar descartáveis. Ixi... ficou piegas essa, né? Mas enfim... o mundo é punk, pessoas! Mas não é motivo para desistir, até porque nesta parada não dá para descer fora do ponto.
É... pelo jeito, voltei!
Desta que muito vos ama, a distraída e boba Hanna.
Desta que muito vos ama, a distraída e boba Hanna.

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